Arquivo paraMaio, 2008

A Formiga

 

As formigas são o grupo mais popular entre os insectos. São interessantes uma vez que formam níveis avançados de sociedade. Em meados de Março de 2008, existiam 12.351 espécies, distribuídas por todas as regiões do planeta, excepto nas regiões polares. De acordo com Ted R. Schultz, em “In search of ant ancestors“, as formigas são indiscutivelmente o género animal de maior sucesso na história terrestre constituindo 15 a 20% de toda a biomassa terrestre.

Acredita-se que o surgimento delas na Terra deu-se há mais de 100 milhões de anos e pensa-se que elas evoluíram a partir de vespas que tinham aparecido durante o período Jurássico.

Desde a etapa em que são ovos, até se tornarem adultas, as formigas demoram entre 6 a 10 semanas. Algumas trabalhadoras podem viver até 7 anos, enquanto que as rainhas conseguem viver mais de 15 anos.

 

Organização social das formigas

 

Embora nem todas as espécies de formigas construam formigueiros, muitas fazem autênticas obras de engenharia, normalmente subterrâneas, com um complexo sistema de túneis e câmaras com funções especiais – para o armazenamento de alimentos, para a rainha, o “berçário”, onde são tratadas as larvas, etc.

As sociedades das formigas são organizadas por divisão de tarefas e a cada tipo de tarefa corresponde um tipo de indivíduos diferente, muitas vezes chamados castas.

A função da reprodução é realizada pela rainha e pelos machos. Essa (a rainha) vive dentro do formigueiro, é maior que as restantes formigas, perde as asas depois de fecundada e durante toda a sua vida põe ovos. Os machos aparecem apenas quando é necessário fecundar uma nova rainha, o que acontece durante um voo em que participam milhares de fêmeas e machos alados; depois da fecundação, os machos não são autorizados a entrar no formigueiro e geralmente morrem rapidamente.

As restantes funções – procura de alimentos, construção e manutenção do formigueiro e sua defesa – são realizadas por fêmeas estéreis, as obreiras. Em certas espécies, as obreiras que realizam as diferentes funções estão também divididas em castas. Normalmente, as que se ocupam da defesa – ou para o ataque, uma vez que algumas espécies são predadoras de animais que podem ser maiores que elas – têm as peças bucais extremamente grandes e fortes.

Existem também outras duas funções: a de operário e a de soldado. As operárias tomam conta dos bebés-formigas, fazem a limpeza da casa e vão atrás de comida. Já as formigas-soldados guardam a entrada do formigueiro sem descanso.

 

Desenvolvimento

 

As pequenas formigas desenvolvem-se por metamorfoses completas, passando por um estado larvar equivalente à lagarta dos outros insectos e pelo estado de pupa. A larva não tem pernas e é alimentada pelas obreiras por um processo chamado trofalaxia, no qual a obreira regurgita alimentos por ela ingeridos e digeridos. Os adultos também distribuem alimento entre si por este processo. As larvas e pupas precisam de temperatura constante para se desenvolverem e, por isso, são transferidas para câmaras diferentes, de acordo com o seu estado de desenvolvimento.

A diferenciação em castas é determinada pelo tipo de alimento que recebem nos diferentes estados larvares e as mudanças morfológicas que caracterizam cada casta aparecem rapidamente.

 

Comportamento das formigas

 

Comunicação

 

As formigas comunicam-se por uma química chamada feromas, esses sinais de mensagens são mais desenvolvidos na espécie das formigas que em outros grupos de himenópteros. Como as formigas passam a vida em contacto com o solo, elas deixam uma trilha de feromónio que pode ser seguida por outras formigas. Quando uma obreira encontra comida ela deixa um rastro no caminho de volta para a colónia, e esse é seguido por outras formigas que reforçam o rastro quando elas voltam à colónia. Quando a comida acaba, as trilhas não são remarcados pelas formigas que voltam e o cheiro desaparece. Esse comportamento ajuda as formigas a adaptarem-se às mudanças no seu meio. Quando um caminho estabelecido para uma fonte de comida é bloqueado por um novo obstáculo, as obreiras deixam-no para explorar novas rotas. Se bem sucedida, a formiga retorna e marca um novo rastro para a rota mais curta. Trilhas bem sucedidas, são seguidas por mais formigas, e cada uma reforça-o com mais feromónio (as formigas seguirão a rota mais fortemente marcada). A casa é sempre localizada por pontos de referência deixados na área e pela posição do sol; os olhos compostos das formigas têm células especializadas que detectam luz polarizada, usados para determinar a direcção. As formigas usam feromónio para outros propósitos também. Uma formiga esmagada emitirá um alarme de feromónio, o qual em alta concentração leva as formigas mais próximas a um furor de ataque; e em baixa concentração, as atrai. Para confundir inimigos, várias espécies de formigas também usam feromônios, que os fazem lutar entre eles mesmos.

Como outros insectos, as formigas sentem o cheiro com as suas longas e finas antenas. As antenas dam-lhes informações sobre direcção e intenssidade. Quando duas formigas se encontram, tocam as antenas e as feromonas que estiverem presentes fornecem informação sobre o estado de alimentação de cada uma, o que pode levar à trofalaxia, ou seja, uma delas entorna a comida para a outra. A rainha produz uma feromona especial que indica às obreiras quando devem começar a criar novas rainhas.

As formigas atacam e defendem-se mordendo ou picando, por vezes injectando compostos químicos no animal atacado, em especial, o ácido fórmico.

 

Relações das formigas com outros organismos

 

Algumas espécies de afídios – insectos minúsculos e lentos que vivem das plantas – libertam uma substância doce, chamada maná, e, as formigas, como gostam muito desse alimento, recolhem-no e, ao mesmo tempo, protegem os afídios de predadores e deixam-lhes comida sempre à disposição.

Uma relação parecida existe com as lagartas mirmecófilas (“amigas das formigas”) que são criadas por algumas formigas. Estas levam-nas a “pastar” durante o dia e recolhem-nas ao formigueiro à noite. As lagartas têm uma glândula que segrega igualmente um líquido doce que as formigas “ordenham”, massajando o local onde está a saída da glândula.

Ao contrário, existem lagartas mirmecófagas (que comem formigas): estas lagartas segregam uma feromona que faz as formigas pensarem que a lagarta é uma das suas larvas, levam-nas para o formigueiro, onde as lagartas se alimentam das larvas das formigas.

 

Humanos e formigas

 

Um tipo de formiga doméstica que costuma formar o seu ninho em electrodomésticos como vídeo cassete ou computador por causa da temperatura, podendo muitas vezes danificá-los. Elas costumam habitar partes ocas na parede da casa.

As formigas são úteis porque podem ajudar a exterminar outros insectos daninhos e a aerificar o solo. Por outro lado, podem tornar-se uma praga quando invadem as casas, jardins e campos de cultivo. As “formigas-carpinteiras” destroem a madeira furando-a para fazer os seus ninhos.

Algumas espécies, chamadas “formigas-assassinas”, têm a tendência de atacar animais muito maiores que elas, quer para se alimentarem, quer para se defenderem. É raro atacarem o homem, mas podem dar picadas muito dolorosas e, se forem em grandes números, podem causar dano permanente ou matar por alergia grave.

As formigas encontram-se em muitas fábulas e histórias infantis da cultura ocidental, representando o trabalho e esforço cooperativo, assim como agressividade e espírito de vingança. Em partes de África, as formigas são consideradas mensageiras dos deuses. Algumas religiões dos índios norte-americanos, como os Hopi, consideram as formigas como os primeiros habitantes do mundo. Outras usam picadas de formigas em cerimónias de iniciação, como teste de resistência.

 

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Formiga

Herbário

 

Herbário

Um herbário  reúne conjuntos de espécimes vegetais, secos e prensados, fixos em folhas de cartolina, devidamente identificados, catalogados e dispostos segundo a classificação botânica. É uma colecção dinâmica de plantas secas de onde se está constantemente a extrair, utilizar e adicionar informação sobre cada uma das espécies conhecidas, e sobre novas espécies vegetais.

Um herbário é considerado o detentor das informações sobre a flora de um país ou região, a que foi extinta e a actual, representando um recurso de enorme valor, já que cada planta tem uma importância fundamental nos organismos vivos, nos diferentes ecossistemas.

Uma das principais vantagens de um herbário é possibilitar o armazenamento de grandes quantidades de espécimes, ocupando um espaço relativamente pequeno, facultando o estudo de espécimes provenientes de diferentes locais e de distintos ecossistemas, conservando-se durante séculos.

Os herbários são os depositários do material resultante das investigações que documentam a riqueza florística de um país ou de uma determinada região.

Os Herbários constituem assim, uma base de dados o mais completa possível sobre a diversidade e vegetação de uma dada região. São uma fonte primária para o desenvolvimento de muitos estudos fitogeográficos, monográficos e ecológicos, tendo papel vital nos estudos de biodiversidade, programas de recuperação ambiental, planeamento de desenvolvimento sustentável dos recursos naturais, estudos taxonómicos, fenológicos, evolutivos, entre outros .

 

Objectivos de um Herbário

 

                  I.Albergar e conservar material vegetal de referência, de forma ordenada e indexada.

             II.Possibilitar uma identificação rápida de plantas colhidas, por comparação com os exemplares existentes na colecção.

         III.Constituir uma referência sobre os nomes correctos de cada espécie. Para tal é necessário uma actualização constante através do cruzamento com trabalhos de revisão taxonómica e nomenclatural.

             IV.Construir uma base de dados o mais completa possível sobre a diversidade vegetal de uma dada região. Valorização das colecções com espécimes de grande qualidade científica, com registo da sua localização o mais exacta possível, dados ecológicos, altitude, nome vulgar na região de colheita e outros dados pertinentes.

                 V.Intercâmbio com outros Herbários, nacionais e internacionais, disponibilizando os dados de cada exemplar de herbário para consulta ou empréstimo.

 

Elaboração de um Herbário

 

Construir um Herbário, mesmo para os iniciados nesta área, não é tarefa difícil, contudo para se rentabilizar ao máximo a sua utilização, devem-se cumprir certas regras.

A elaboração de um Herbário, implica inicialmente a herborização das plantas, seguida da sua organização.

 

Herborização

 

A herborização implica inicialmente a colheita das espécies vegetais e sua preparação, seguida da secagem do material colhido. Para tal, é indispensável ter conhecimento do material e metodologia mais adequado.

 

Colheita

 

A época de colheita está relacionada com as condições do meio onde as plantas vivem, isto é, com o tipo de habitats. As plantas vasculares devem ser colhidas preferencialmente durante a Primavera e Verão, podendo também estender-se até ao Outono. Contudo, deve-se colher durante todo o ano, porque o período vegetativo e a época em que as plantas apresentam características de identificação não são iguais para todas, colhendo os exemplares em diferentes estados de desenvolvimento.

Ao pretender estudar a flora de uma dada região, é aconselhável visitar os diferentes tipos de habitats, de modo a obter as diferentes espécies que os compõem. Dentro dos vários locais a visitar, temos, por exemplo: dunas; matos e bosques; lugares húmidos; terrenos incultos, em pousio; campos cultivados; rios e ribeiras; charcos, lagos e lagoas; florestas; pinhais; fendas de rochas e muros; taludes e bermas dos caminhos, etc.

 

Material de Campo

 

A colheita consiste em retirar do local pré-estabelecido, os exemplares vegetais. Existem alguns tipos de utensílios próprios, consoante o tipo de plantas a colher, o local a amostrar e seu acesso, tipo de solo, etc. De um modo geral, o material mais utilizado engloba:

·                    Sacho

·                    Faca, canivete forte ou tesoura de poda

·                    Caixa de Herborização ou sacos plásticos

·                    Etiquetas de numeração

·                    Livro de campo

·                    Outros utensílios: Guias de campo, máquina fotográfica, altímetro (medição da altura das plantas), lupas de bolso, pinças, mapas da região/local.

 

Sacho

 

Acima de tudo devem ser sólidos, leves e práticos. Normalmente é constituído por um cabo de comprimento aproximadamente 90 cm, onde, numa das extremidades existe uma lâmina estreita e comprida, que se continua por um gancho forte levemente arqueado. Este gancho é muito útil para retirar bolbos e rizomas profundos. Sendo também de grande utilidade para baixar os ramos das árvores e na colheita de plantas aquáticas.

 

Faca, canivete forte ou tesoura de poda

 

As caixas de herborização, normalmente, são de forma cilíndrica e de metal, com uma tampa lateral rectangular, dobradiças na parte inferior e fecho de cavilha na superior, de cor verde, para não aquecerem muito com os raios solares. O tamanho é variável, contudo é mais ou menos da largura das folhas de herbário. É portadora de uma correia de modo a que seja transportada ao ombro.

Conservam em bom estado os espécimes colhidos, durante bastante tempo, devido à humidade que se cria na atmosfera da caixa. Contudo, uma permanência prolongada pode provocar o enegrecimento das plantas.

As caixas de herborização podem ser substituídas por sacos plásticos, desde que a colheita seja rápida.

 

Etiquetas de Numeração

 

Quando se colhe uma planta, antes de a colocar na caixa de herborização, deve-se colocar uma etiqueta de cartolina com um fio, onde consta o número de colheita. Este deve ser repetido para todas as plantas da mesma espécie colhidas no mesmo local, devendo-se ter o cuidado para não repetir números para espécies diferentes ou para espécies iguais mas colhidas em locais diferentes.

 

Livro de Campo

 

Destinados a registar dados colhidos no campo, referente a cada planta, sob o seu número de colheita. Nele devem-se referir todos os dados disponíveis, tais como:

·                    Data;

·                    Local de colheita (distrito, concelho, freguesia ou outros pontos de referência);

·                    Número de colheita (o mesmo que consta na etiqueta);

·                    Nome do colector (pessoa que colheu a planta);

·                    Nome vulgar da planta na região (se possível);

·                    Nome científico ( se for conhecido);

·                    Tipo de habitat e de solo;

·                    Hábito (se uma planta é herbácea, arbustiva ou arbórea, se é anual ou vivaz);

·                    entre outros parâmetros que sejam considerados importantes para a classificação da planta e que possam desaparecer durante o processo de secagem, como sejam a cor das flores, dos frutos e das folhas.

 

Preparação

 

A preparação do material colhido destinado a herbário, deve ser feita o mais cedo possível. Se não for possível, devem-se colocar as plantas num local fresco, por exemplo no frigorífico.

Feito o registo e numerados os exemplares, procede-se à colocação das espécies em pastas de compressão ou de secagem. Para isso, os exemplares são introduzidos nas folhas de secagem o mais direitos e esticados possível. O papel de secagem deve ser bastante poroso e ter grande poder de absorção, de modo que possa ser facilmente embebido pela humidade das plantas, assegurando a sua rápida secagem. O mais utilizado é o papel passento, mas na sua falta, pode-se utilizar papel pardo ou mesmo jornais. No caso das plantas com espinhos,  devem-se utilizar cartões fortes, para não danificarem as outras plantas aquando da compressão.

As pastas de compressão ou secagem, destinam-se a preparar e secar as plantas depois de transportadas das caixas. Devem ter as dimensões do papel de secagem e ser constituídas por duas grades de madeira.

Depois do material ser introduzido entre as folhas, as grades são apertadas com correias ou cordéis mantendo o material sob pressão constante e firme, de modo a secar as plantas.

É aconselhável levar uma destas pastas para o campo, providas de papel para as plantas mais delicadas, como as de flores caducas ou as plantas aquáticas.

 

Secagem

 

Este processo deve-se iniciar o mais rápido possível a seguir às colheitas. As plantas devem ser colocadas no papel de secagem, respeitando sempre que possível as posições dos seus órgãos.

Depois de apertada a caixa, esta deve ser colocada num local quente, seco e arejado. As condições óptimas de secagem exigem uma temperatura de 30 a 40 ºC. Pode ser feito a partir do calor natural ou recorrendo a fontes artificias, como estufas ou aquecedores eléctricos.

Para obtenção de um bom exemplar de herbário, deve-se mudar os papeis humedecidos todos os dias até as plantas estarem completamente secas. No caso das plantas suculentas e aquáticas, é aconselhável que os papeis sejam substituídos duas vezes por dia, especialmente nos primeiros dias de secagem. É nestes primeiros dias, que se devem corrigir defeitos das posições de alguns órgãos, enquanto as plantas ainda estão maleáveis.

 

Organização

 

Estudo Taxonómico

 

O estudo taxonómico é baseado nos caracteres apresentados pelos exemplares e tem por fim determinar a família, género e espécie da cada planta. É feito com o auxílio de floras e de estudos monográficos, devendo efectuar-se de preferência no material fresco. Contudo muitas vezes não é possível, e o estudo é feito a partir de exemplares já secos. Em qualquer dos casos, procede-se à etiquetagem definitiva. Esta é feita em impressos apropriados e de preferência no computador. Nelas devem constar dados retirados do livro de campo como sejam:

·                    Herbário onde fica a pertencer;

·                    Número do exemplar;

·                    Data de colheita;

·                    Nome científico;

·                    Nome vulgar (Nome vernáculo);

·                    Nome de quem identificou a planta (DET.);

·                    Nome do colector (de quem colheu);

·                    Local de colheita;

·                    Hábito e Ecologia da planta;

·                    Altitude do local de colheita.

 

Montagem

 

Realizada em folhas de cartolina branca, com tamanho padrão de 28 x 44 cm.

Os espécimes devem ser colocados de modo a deixar um espaço livre no canto inferior esquerdo para a etiqueta definitiva.

O modo de fixar os espécimes sobre as folhas é variável, contudo o processo mais indicado é o uso de fitas autocolantes estreitas, brancas ou transparentes, em vários pontos, de modo a prender o exemplar à folha de montagem.

Pequenas porções destacadas ou sementes devem ser guardadas em pequenos sacos de papel que se colam junto ao exemplar, geralmente no canto superior esquerdo.

 

Arrumação e Conservação

 

Após a montagem do material, as folhas de herbário são guardadas em pastas de papel, dobradas a meio. Estas são depois arrumadas em móveis apropriados, isto é, compartimentos que impeçam a entrada de luz, de poeiras, da humidade e protegidos dos predadores.

Arrumação das pastas é feita por ordem sistemática, a mesma que figura nas floras.

O material de herbário deve ser submetido periodicamente a uma desinfecção que consiste no emprego de substâncias químicas que exterminem ou afugentem os predadores (especialmente insectos). Contudo, os exemplares devem igualmente estar sempre polvilhados de naftalina ou outro qualquer repelente.

Fonte de Pesquisa: http://www.biorede.pt/index2.htm

 

O Número PI

Na matemática, π é o número que representa o quociente entre o perímetro de uma circunferência e o seu diâmetro.

É dos números mais enigmáticos que alguma vez foi descoberto. Os primeiros cálculos de π terão sido feitos na Babilónia, cerca de 1800 anos a. C., que consideravam que π tinha o valor de 3, o que naquela altura era uma boa aproximação.

Em 1700 a. C., os Egípcios perceberam que a razão entre o comprimento de uma circunferência e o diâmetro é o mesmo para qualquer circunferência, e que esse valor é nem mais nem menos π.

O π tem um valor aproximado de 3,14. No entanto, ele é um número irracional, isto é, é impossível exprimir π com um número finito de números inteiros. Apenas podemos saber o valor aproximado dele, pois não conseguimos prever o seu valor à medida que formos considerando um número cada vez maior de casas decimais.

Nos dias de hoje, com a ajuda dos computadores, já se conhecem mais 50 mil milhões casas decimais do número π.